IMPÉRIO ROMANO - DOMICIANO (81-96)
Áureo
EXTREMAMENTE RARA
A preparar o catálogo…
Coleção Privada
Moedas e Medalhas de OuroPortugal, Brasil, Colónias e Estrangeiras

— PRÓLOGO
Uma história escrita em ouro
Fundada em 1976, a Numisma atravessou meio século de transformações — do reencontro de Portugal com a liberdade à integração europeia, da sala de leilões à plataforma digital. Pelo caminho, ajudou a mudar a forma como o país olha para as suas moedas: já não apenas objetos de coleção, mas testemunhos materiais de novecentos anos de história. Meio século depois, a missão mantém-se intacta.
Nasceu com a liberdade, cresceu com a União Europeia e consolidou-se com a era digital. Há cinquenta anos surgiu a Numisma e, desde então, a história da numismática em Portugal passou a escrever-se de outra forma. À herança de estudiosos como Teixeira de Aragão ou Ferraro Vaz, a Numisma juntou conhecimento e capacidade de organização para valorizar, pela primeira vez, a moeda portuguesa — uma valorização que se estenderia depois à notafilia, à medalhística, às cédulas e a outros papéis de valor.
Fundada por Javier Sáez Salgado, começou por ser uma galeria de numismática e medalhística. Com ela teve início a história moderna da numismática portuguesa. Expressões como importante, rara, extremamente rara e da mais alta raridade passaram a ser sinónimo de profissionalismo, atenção ao detalhe, credibilidade, avaliações criteriosas e rigor científico. Tornaram-se, também, o bilhete de identidade dos leilões. Iniciados em 1989, chegam agora ao número 150 — e por eles passaram algumas das mais importantes coleções nacionais de moedas.
Mas a atividade da Numisma vai muito além dos leilões. Palestras, livros, exposições, avaliações e contributos para obras de referência fazem igualmente parte do ADN da empresa e do seu fundador. Coleções como a do Banco Espírito Santo, ou títulos como a Coleção de Numismática de D. Luís I e O Papel-Moeda das Antigas Colónias Portuguesas, tiveram o cunho de Javier Sáez Salgado. Em 2014, como perito e consultor de numismática do Banco Espírito Santo, deslocou-se ao Museu da Namíbia para colaborar como consultor numismático no livro O Tesouro de Oranjemunde, do Professor Luís F. R. Thomaz, obra dedicada ao espólio da nau Bom Jesus, perdida na costa da Namíbia a caminho da Índia em 1533.
A par da valorização da moeda portuguesa, a divulgação da História de Portugal foi sempre o outro objetivo. Nestas cinco décadas, as moedas deixaram de ser unicamente peças de coleção para passarem a ser vistas como um investimento — financeiro, mas também patrimonial, num país prestes a completar novecentos anos. As cunhagens da monarquia portuguesa, sobretudo as de ouro, são hoje conhecidas em todo o mundo e reconhecidas como um ativo incontornável em qualquer coleção.
A Numisma realizou leilões que ficaram na história da notafilia e outros dedicados a épocas concretas do país, onde se apresentaram peças como um par de brincos em ouro dos séculos VI ou V a.C., encontrados em Odemira, uma espada do período que vai de D. Afonso V a D. Manuel I ou a espada que pertenceu ao general Silveira. Ainda assim, são as moedas de ouro que verdadeiramente marcam esta jornada de cinquenta anos.
Em outubro de 1990 foi leiloado pela primeira vez em público um Morabitino, a primeira moeda de ouro cunhada no reino de Portugal. Em abril de 1991 foi à praça um raríssimo Português de D. João III. Em 1998 seguiu-se uma Meia Peça de 1819, de D. João VI. No ano seguinte, um leilão de excelência reuniu um Gentil de D. Fernando I, um Justo de D. João II e um Meio São Vicente LG de D. Sebastião I. Em 2006, novo momento alto: um raro Morabitino de D. Afonso II.
Entre 2015 e 2019, as raridades continuaram a marcar os leilões da Numisma: a Peça de 1727 B, de D. João V; os 500 Reais de D. Filipe I de Portugal (II de Espanha); a barrinha da Casa de Fundição do Serro Frio; os 4 Cruzados de 1642, de D. João IV; o Português e o Escudo de S. Tomé da Índia, de D. João III; novamente um Justo de D. João II e um Gentil de D. Fernando I; e os 500 Réis de D. Henrique.
Em 2020 começou a era dos leilões virtuais, com a Numisma a aproveitar o potencial das novas plataformas para projetar a moeda portuguesa junto de colecionadores e investidores de todo o mundo. Mudaram os procedimentos, manteve-se tudo o resto: o rigor científico, o conhecimento histórico e as raridades — o Real de Zamora, de D. Fernando I, um Engenhoso de D. Sebastião I, um Tremissis do tempo dos Suevos ou uma Peça de 1752, de D. José I.
Nestas cinco décadas, a Numisma orgulha-se de ter contribuído para a globalização da moeda de ouro portuguesa. Mais do que uma leiloeira, é hoje uma referência de excelência e rigor na numismática, com a mesma missão do primeiro dia: valorizar a moeda e a História de Portugal.
O Leilão 150 e os 459 lotes deste catálogo são o capítulo mais recente dessa história, escrito no ano em que ela completa meio século. Um capítulo à altura da data, que reúne uma Dobra Pé-Terra de D. Fernando I, da mais alta raridade, na variante ALGGARBII; um Engenhoso de D. Sebastião I, a moeda concebida para travar o cerceio; os 4 Cruzados de 1642, de D. João IV, que uma nota do colecionador associa à célebre Coleção Benito Maçãs; um Cruzado de D. João III de que se conhecem apenas dois exemplares; e um Áureo de Domiciano proveniente do tesouro romano de Friume.
Javier Sáez Salgado · CEO
01 A COLEÇÃO
Da Antiguidade à moeda contemporânea. 459 lotes de uma coleção privada.
A Coleção Privada “ABUXARDA II” reúne 459 lotes. O catálogo abre com cunhagens da Macedónia, da Magna Grécia e dos reinos helenísticos, seguindo-se moedas romanas, bizantinas, visigodas e muçulmanas.
Na moeda portuguesa, a Dobra Pé-Terra de D. Fernando I, lote 63, ocupa um lugar central: o catálogo assinala a variante ALGGARBII e classifica-a como da mais alta raridade. Entre os destaques encontram-se ainda o Cruzado de D. João III, lote 74, o Engenhoso de D. Sebastião I, lote 78, e os 4 Cruzados de 1642, lote 79.
A seleção acompanha a monarquia portuguesa e as cunhagens do Brasil, prossegue pela República e pelas antigas colónias e estende-se a moedas estrangeiras, barras de ouro, medalhas e ourivesaria. Os 32 destaques apresentam uma seleção editorial; o catálogo completo permite consultar individualmente todos os lotes.
02 LOTES EM DESTAQUE
Uma seleção editorial
de 459 lotes.
32 lotes apresentados
IMPÉRIO ROMANO - DOMICIANO (81-96)
EXTREMAMENTE RARA
REINO VISIGODO - ÉGICA E VITIZA (695-702)
MUITO RARA
PORTUGAL · D. FERNANDO I (1367-1383)
DA MAIS ALTA RARIDADE
D. JOÃO III (1521-1557)
DA MAIS ALTA RARIDADE, 2 exemplares conhecidos (Gomes ed. 2021)
D. SEBASTIÃO I (1557-1578)
RARA
D. JOÃO IV (1640-1656)
MUITO RARA
D. JOÃO V (1706-1750)
D. JOÃO V (1706-1750)
D. JOÃO V (1706-1750)
D. JOÃO V (1706-1750)
D. JOÃO V (1706-1750)
D. JOÃO, PRÍNCIPE REGENTE (1799-1816)
D. JOÃO VI (1816-1826)
RARA
D. MIGUEL I (1828-1834)
D. MARIA II (1834-1853)
RARA
D. MARIA II (1834-1853)
D. LUÍS I (1861-1889)
D. LUÍS I (1861-1889)
D. LUÍS I (1861-1889)
D. LUÍS I (1861-1889)
IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO
JERSEY
REINO UNIDO
REINO UNIDO
REINO UNIDO
REINO UNIDO
REINO UNIDO
REINO UNIDO
REINO UNIDO
REINO UNIDO
BARRAS DE OURO
OURIVESARIA
03 O FORMATO
Um pregoeiro conduz a sessão em tempo real. Participe através da plataforma da Numisma ou das plataformas parceiras BidInside e Bidspirit.
Crie a sua conta de licitador na plataforma escolhida antes do início da sessão.
Acompanhe a sessão e licite em direto. Pode também deixar uma licitação máxima antecipada.
Cada lote é adjudicado ao fecho da licitação, com resultado imediato.
04 EXPOSIÇÃO
Os lotes podem ser vistos nos dias 12, 13 e 16 de novembro, das 15h00 às 18h00. A visita é individual, com marcação prévia e indicação da lista de lotes que pretende observar.
Av. das Forças Armadas, 4 — 6.º D 1600-082 Lisboa (Entrecampos)
05 CONSIGNAR
A Numisma aceita consignações para os próximos leilões. Avaliação por especialistas, gratuita e sem compromisso. Para garantir um atendimento personalizado e eficiente, as avaliações de moedas requerem marcação prévia. Por favor envie um e-mail para info@numisma.pt com os detalhes da sua solicitação. Estamos disponíveis de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 18:30. Agradecemos a sua compreensão e aguardamos o seu contacto!
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