Reino Ptolomaico do Egipto - Ptolomeu VI (180-145 a.C.)
Octodracma
RARA
A preparar o catálogo…
COLEÇÃO PRIVADA
Moedas e Medalhas de OuroPortugal, Brasil, Colónias e Estrangeiras
ONLINE LIVE AUCTION
— PRÓLOGO
Meio Século a Valorizar a Moeda Portuguesa
Fundada em 1976, a Numisma atravessou meio século de transformações — do reencontro de Portugal com a integração europeia, da sala de leilões à plataforma digital. Pelo caminho, ajudou a mudar a forma como o país olha para as suas moedas: já não apenas objetos de coleção, mas testemunhos materiais de novecentos anos de história. Cinquenta anos, quase 150 leilões e algumas das mais importantes coleções nacionais depois, a missão mantém-se intacta.
Cresceu com a União Europeia e consolidou-se com a era digital. Há cinquenta anos surgiu a Numisma e, desde então, a história da numismática em Portugal passou a escrever-se de outra forma. À herança de estudiosos como Teixeira de Aragão ou Ferraro Vaz, a Numisma juntou conhecimento e capacidade de organização para valorizar, pela primeira vez, a moeda portuguesa — uma valorização que se estenderia depois à notafilia, à medalhística, às cédulas e a outros papéis de valor.
Fundada por Javier Sáez Salgado, começou por ser uma galeria de numismática e medalhística. Com ela teve início a história moderna da numismática portuguesa. Expressões como importante, rara, extremamente rara e da mais alta raridade passaram a ser sinónimo de profissionalismo, atenção ao detalhe, credibilidade, avaliações criteriosas e rigor científico. Tornaram-se, também, o bilhete de identidade dos leilões, iniciados em 1989. Até hoje foram organizados quase 150, e por eles passaram algumas das mais importantes coleções nacionais de moedas.
Mas a atividade da Numisma vai muito além dos leilões. Palestras, livros, exposições, avaliações e contributos para obras de referência fazem igualmente parte do ADN da empresa e do seu fundador. Coleções como a do Banco Espírito Santo, ou títulos como a Coleção de Numismática de D. Luís I e O Papel-Moeda das Antigas Colónias Portuguesas, tiveram o cunho de Javier Sáez Salgado. Em 2014, como perito e consultor de Numismática do Banco Espírito Santo, deslocou-se ao Museu Nacional da Namíbia para colaborar no livro O Tesouro de Oranjemunde, dedicado ao espólio da nau Bom Jesus, perdida na costa da Namíbia a caminho da Índia em 1533, do Professor Luís F.R. Thomaz.
A par da valorização da moeda portuguesa, a divulgação da História de Portugal foi sempre o outro objetivo. Nestas cinco décadas, as moedas deixaram de ser unicamente peças de coleção para passarem a ser vistas como um investimento — financeiro, mas também patrimonial, num país prestes a completar novecentos anos. As cunhagens da monarquia portuguesa, sobretudo as de ouro, são hoje conhecidas em todo o mundo e reconhecidas como um ativo incontornável em qualquer coleção.
A Numisma realizou leilões que ficaram na história da notafilia e outros dedicados a épocas concretas do país, onde se apresentaram peças como um par de brincos em ouro dos séculos VI ou V a.C., encontrados em Odemira, uma espada do período que vai de D. Afonso V a D. Manuel I ou a espada que pertenceu ao general Silveira. Ainda assim, são as moedas de ouro que verdadeiramente marcam esta jornada de cinquenta anos.
Em outubro de 1990 foi leiloado pela primeira vez em público um Morabitino, a primeira moeda de ouro cunhada no reino de Portugal. Em abril de 1991 foi à praça um raríssimo Português de D. João III. Em 1998 seguiu-se uma Meia Peça de 1819, de D. João VI. No ano seguinte, um leilão de excelência reuniu um Gentil de D. Fernando I, um Justo de D. João II e um Meio São Vicente LG de D. Sebastião. Em 2006, novo momento alto: um raro Morabitino de D. Afonso II.
Entre 2015 e 2019, as raridades continuaram a marcar os leilões da leiloeira: a Peça de 1727 B, de D. João V; os 500 Reais de D. Filipe I de Portugal (II de Espanha); a barrinha da Casa de Fundição do Serro Frio; os 4 Cruzados de 1642, de D. João IV; o Português e o Escudo de S. Tomé da Índia, de D. João III; novamente um Justo de D. João II e um Gentil de D. Fernando I; e os 500 Reais de D. Henrique.
Em 2020 começou a era dos leilões virtuais, com a Numisma a aproveitar o potencial das novas plataformas para projetar a moeda portuguesa junto de colecionadores e investidores de todo o mundo. Mudaram os procedimentos, manteve-se tudo o resto: o rigor científico, o conhecimento histórico e as raridades — o Real de Zamora, de D. Fernando I, um Engenhoso de D. Sebastião I, um Tremissis do tempo dos Suevos ou uma Peça de 1752, de D. José I.
Nestas cinco décadas, a Numisma orgulha-se de ter contribuído para a globalização da moeda de ouro portuguesa. Mais do que uma leiloeira, é hoje uma referência de excelência e rigor na numismática, com a mesma missão do primeiro dia: valorizar a moeda e a História de Portugal.
Javier Sáez Salgado, CEO · Numisma
01 A COLEÇÃO
Da Macedónia de Filipe II ao nascimento de Portugal em D. Sancho I — e além
A Coleção Privada "Abuxarda" reúne 323 lotes que atravessam quase vinte e quatro séculos de cunhagem em ouro — uma amplitude pouco comum mesmo para uma casa com meio século de leilões. Abre na Grécia clássica e fecha numa cigarreira de ouro do século XX, percorrendo pelo caminho impérios, reinos e dinastias que raramente convivem numa só coleção privada.
Começa com estáteres de ouro de Filipe II e de Alexandre III da Macedónia, e um octodracma de Ptolomeu VI do Egito ptolomaico — moedas anteriores em mais de mil anos à fundação de Portugal. Seguem-se cunhagens do Império Romano, dos Antoninos a Honório, e do Império Bizantino, de Justino I a Heráclio.
É, porém, na Ibéria anterior a Portugal que a coleção ganha uma densidade rara: solidi do Reino Suevo, tremisses visigodos cunhados em Córdova e dinares muçulmanos do Califado Abássida e dos Almorávidas — o pano de fundo indispensável para compreender a moeda que se segue.
Essa moeda é o morabitino de D. Sancho I (1185–1211), lote 32 e peça-âncora desta seleção: a primeira moeda de ouro indiscutivelmente portuguesa, cunhada num estilo que ainda hoje remete para a escultura das catedrais medievais, com o nome herdado do dinar almorávida que a precedeu. Com metade dos exemplares conhecidos hoje em museus e sem achados registados há décadas, é uma peça que raramente chega ao mercado.
A partir daqui, a coleção acompanha ininterruptamente a monarquia portuguesa — do Gentil de D. Fernando I ao Justo de D. João II, do Engenhoso de D. Sebastião I à fartura do ouro brasileiro sob D. João V — e estende-se às colónias (Goa, Moçambique), à Monarquia Constitucional e à República. Fecha-se com uma vasta secção estrangeira, de dezenas de países, barras de ouro, medalhas e ourivesaria, prova de um colecionador cujo interesse nunca se deixou confinar a uma só geografia.
É esta amplitude — da Antiguidade clássica ao objeto de uso pessoal, do dinar muçulmano à soberana britânica — que torna a "Abuxarda" uma coleção pouco comum: não a história de um só reinado, mas a história do ouro como valor universal, contada ao longo de vinte e quatro séculos.
02 LOTES EM DESTAQUE
Uma seleção editorial
de 323 lotes.
32 lotes apresentados
Reino Ptolomaico do Egipto - Ptolomeu VI (180-145 a.C.)
RARA
Império Romano - Antonino Pio e Marco Aurélio
MUITO RARA
Império Romano - Cunhagens de Antonino Pio em honra de sua mulher Faustina
Reino Suevo
MUITO RARA
Reino Suevo
RARA
Reino Visigodo - Recesvinto (649-672)
Extremamente Rara
D. Sancho I (1185–1211)
MUITO RARA
D. Fernando I (1367-1383)
MUITO RARA
D. João II (1481-1495)
Da Mais Alta Raridade
D. João II (1481-1495)
MUITO RARA
D. Sebastião I (1557-1578)
Da Mais Alta Raridade, 4 Exemplares Conhecidos
D. Pedro, Príncipe Regente (1667-1683)
MUITO RARA
D. João V (1706-1750)
D. João V (1706-1750)
D. João V (1706-1750)
D. João V (1706-1750)
D. João V (1706-1750)
RARA
D. João VI (1816-1826)
MUITO RARA
D. João VI (1816-1826)
RARA
D. João VI (1816-1826)
RARA
D. Maria II (1834-1853)
RARA
D. Maria II (1834-1853)
MUITO RARA
D. Luís I (1861-1889)
D. Luís I (1861-1889)
Índia - D. Maria II
RARA
Moçambique - D. Maria II
RARA
Moçambique - D. Maria II
RARA
Austrália
França
Reino Unido
Barras de Ouro
Ourivesaria
03 O FORMATO
Um pregoeiro conduz a sessão em tempo real. Participe através da plataforma da Numisma ou das plataformas parceiras BidInside e Bidspirit.
Crie a sua conta de licitador na plataforma escolhida antes do início da sessão.
Acompanhe a sessão e licite em direto. Pode também deixar uma licitação máxima antecipada.
Cada lote é adjudicado ao fecho da licitação, com resultado imediato.
04 EXPOSIÇÃO
Os lotes estarão disponíveis para observação presencial nas instalações da Numisma, nos dias que antecedem o leilão.
Av. das Forças Armadas, 4 — 6.º D 1600-082 Lisboa (Entrecampos)
05 CONSIGNAR
A Numisma aceita consignações para os próximos leilões. Avaliação por especialistas, gratuita e sem compromisso. Para garantir um atendimento personalizado e eficiente, as avaliações de moedas requerem marcação prévia. Por favor envie um e-mail para info@numisma.pt com os detalhes da sua solicitação. Estamos disponíveis de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 18:30. Agradecemos a sua compreensão e aguardamos o seu contacto!
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